sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Programação Carnaval Recife - Olinda 2008

Programação do carnaval de Recife: http://www.carnavaldorecife.com.br/prog-polos.php

Programação do Carnaval de Olinda: http://www.olinda.pe.gov.br/portal/download/programacao_carnaval_2008_2.pdf

Programação do Carnaval do interior de Pernambuco - Vitória de Santo Antão; Goiana; Nazaré da Mata; Bezerros; Pesqueira; Triunfo; Salgueiro; Petrolina: http://www.carnavaldepernambuco.com/

E que toquem os clarins............
"Belo é o Recife pegando fogo/ Na pisada do maracatu"
(Gonzaguinha, "Festa")

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Saudade azul
(Joel Andrade)

"Lua de Luanda, anda, anda, anda,
traz o meu amor pra Olinda

Entre Luanda e Olinda tem o mar
Entre mim e quem amo
tem gente e mar

Eu fui navegante de Angola
Seguia o cruzeiro do sul
Nas ladeiras de Olinda
Sigo o meu maracatu
Nas estradas da paixão
Sigo a saudade azul

Saudade não tem quartel
Mas tem força e tem cor
Saudade da cor do céu
É saudade de amor"

Acorda!

Frevo do Galo
(Paulo Fernando Gama)

"Acorda Recife, acorda
Que já é hora de estar de pé
Levanta, o carnaval começou
No bairro de São José

Vem, vem meninada
Vem conhecer o Galo da Madrugada
O Galo vai desfilando com beleza e harmonia
E o Enéas comandando
E mostrando a alegria de um carnaval
Que basta brincar um dia

Vem, vem meninada
Vem conhecer o Galo da Madrugada
Se você desfilar este ano
Nunca mais vai esquecer da Padre Floriano
E no bairro de São José
O Galo é quem vai cantar
O Galo é quem vai mandar"


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De chapéu-de-sol aberto
(Capiba)

"De chapéu de sol aberto
Pelas ruas eu vou
A multidão me acompanha, eu vou
Eu vou e venho pra onde não sei
Só sei que carrego alegria
Pra dar e vender(deixa o barco correr)

Espero um ano inteiro
Até ver chegar fevereiro
Pra ouvir o clarim clarinar
E a alegria chegar
Essa alegria que em mim
Parece que não terá fim
Mas, se um dia o frevo acabar
Juro que eu vou chorar."

Música de Carlos Fernando (Asas da América)

Relembrando o projeto "Asas da América", do início da década de 1980. O frevo moderno...

Siri na Lata
(Carlos Fernando)

"Cuidado menina não deixa fugir o siri da lata
Quero ver quem agüenta o rojão
Nesse chão, nesse sol nesse frevo até quarta
Não é de ouro, não é de prata
Mas vale um milhão a sua pata
Segura, imprensa com toda moçada
O siri, siri, o siri na lata
O siri, siri, o siri na lata

Por isso olho na tampa, na brecha da lata
Na flecha do índio, na ação do pirata
Se o danado fugir vai chorar a mulata
Não tem mais carnaval e nem preço a cachaça
A praça vazia, o palhaço sem graça
O prefeito sem voto e o poeta sem nada
Se fugir, se fugir, o siri da lataSe fugir, se fugir, o siri da lata
"
"O Carnaval é invenção do diabo/ Que Deus abençoou"
(Caetano Veloso, música: "Deus e o Diabo", álbum: "Caetano...muitos carnavais...")

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E agora, lançada em 1937 por Carmem Miranda, e sucesso no Carnaval do ano seguinte,

Camisa Listada
(Assis Valente)

"Vestiu uma camisa listada e saiu por aí
Em vez de tomar chá com torrada
Ele beber Parati
Levava um canivete no cinto
E um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia:
Sossega leão, sossega leão

Tirou o seu anel de doutor
Para não dar que falar
E saiu dizendo: Eu quero mamar
Mamãe eu quero mamar
Mamãe eu quero mamar
Levava um canivete no cinto
E um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia:
Sossega leão, sossega leão

Levou meu saco de água quente
Pra fazer chupeta
Rompeu minha cortina de veludo
Pra fazer uma saia
Abriu o guarda-roupa
E arrancou minha combinação
E até do cabo de vassoura
Ele fez um estandarte para o seu cordão

E agora que a batucada já vai começando
Eu não deixo e não consinto
O meu querido debochar de mim
Porque se ele pega as minhas coisas
Vai dar que falar
Se fantasia de Antonieta
E vai dançar no Bola Preta até o sol raiar
"

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Bloco da Saudade

Amanhã, dia 30/01 (são tantas atrações na semana pré de Recife e Olinda, é dose escolher), tão interessante quanto os shows no Fortim, em Olinda, é o "desfile", na verdade, acerto de rua, do Bloco da Saudade, em Recife. Inicia às 19:30 e sai da Praça Maciel Pinheiro, passando pelas ruas da Imperatriz, Nova (velhos carnavais... já diria meu avô), Pça. do Diário, até o Recife Antigo.

Vale a pena mesmo, o bloco é ótimo (isso todo mundo já sabe), as praças, ruas e pontes por onde passa são tão belas quanto as músicas defendidas pelo bloco, e esse acerto de rua já é tradição na nossa semana pré.

Site do Bloco da Saudade, com sua programação para o Carnaval de 2008: http://www.blocodasaudade.org.br/

Semana Pré-carnavalesca em Olinda

Esse ano, o melhor lugar para curtir a semana pré-carnavalesca é, ao menos para mim, o Pólo Integrado Pernambuco-Olinda, no Fortim, em Olinda (claro). O espaço é ótimo, beira-mar, agradável (quem conhece Olinda e o Fortim sabe), e o público que vem comparecendo aos shows, desde a última sexta (25/01), é ótimo, descontraído, animado, gente de toda idade, parece carnaval de interior, super calmo, sem confusão ou briga (ao menos não vi, eu estava sóbrio sim). Além de tudo isso, o principal: os shows são ótimos, tem de frevo a samba.

No último domingo, por exemplo, a festa começou com a apresentação de blocos, maracatus e caboclinhos, depois se apresentaram: a Orquestra do Maestro Duda, com direito a Mozart no frevo; a Orquestra Sanfônica dos 8 Baixos, com sanfona no frevo, dando um resultado interessante e criativo; e, por último, Dona Ivone Lara, seguida depois por Nelson Sargento. Esses últimos, como era de se esperar, mostraram porque devem sempre ser reverenciados. Emocionaram e animaram o público. A semana pré já teria valido a pena só pela presença deles.
Hoje (29/01) assisti apenas ao show de Beth Carvalho, muito bom, super animado e com um público maior que o do último domingo.

Amanhã (30/01) vai ter:
- Orquestra Jaguar, com a participação de: Claudionor Germano, Fábio Trumer, Expedito Baracho, China, Dalva Torres, Mônica Feijó, Getúlio Cavalcanti, Alessandra Leão, Walmir Chagas - 17h
- Siba e Fuloresta do Samba – 19h30
- Samba de Latada (Josildo Sá e Paulo Moura) – 21h

Quinta (31/01):
- Antúlio Madureira – 17h30
- Eddie – 19h
- Martinho da Vila – 20h30

Fonte: http://www.carnavaldepernambuco.com/

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Elizeth Cardoso e Elza Soares

"Não me diga adeus", música de Luís Soberano, J. Correia da Silva e Paquito; aqui interpretada por Elza Soares e Elizeth Cardoso, mas que foi lançada no carnaval de 1948, por Aracy de Almeida (fonte: http://cifrantiga3.blogspot.com/2006/05/no-me-diga-adeus.html).

Um pouco da voz dessas duas grandes cantoras e de suas interpretações sem igual.

Morena do Mar (Dorival Caymmi) - por Nara Leão

Morena do Mar
(Dorival Caymmi)

Ô morena do mar, oi eu, ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Ô morena do mar, oi eu, Ô morena do mar
Ô morena do mar,sou eu que acabei de chegar
Ô morena do mar
Eu disse que ia voltar
Ai,eu disse que ia chegar,
Cheguei
Para te agradar
Ai,eu trouxe os peixinhos do mar
Morena
Para te enfeitar,
Eu trouxe as conchinhas do mar
As estrelas do céu
Morena
E as estrelas do mar
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá
Ai,as pratas e os ouros de Iemanjá

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Bergman e Clarice Lispector





"Persona", de Bergman (1966), com as atrizes Liv Ullmann (Elisabet) e Bibi Andersson (Irmã Alma) é o filme que eu queria ter visto logo após ter lido "A paixão segundo GH" (1964), mas só o vi muito tempo depois de ler Clarice (muito tempo pra quem tem só pouco mais de 20 anos, não é muito, mas respeitem minha noção de tempo, por favor).
Digo isso porque as personagens de Ullmann e da Andersson são a GH, em duas fases dessa personagem, mas que em um determinado momento se unem em uma só e depois voltam a ser distantes, assim como a GH antes-durante-depois da sua epifania (clichê sobre Clarice, perdão), a personagem de Ullmann já passou pela "revelação" de se saber outra por conta das expectativas alheias, do que ela se convencionou ser, e para, então, fugir disso e, talvez, ser sincera, ser ela mesma, cai no silêncio. Quando vai se tratar em uma clínica e recebe alta, pois não tem nenhum problema aparente, a sua médica lhe oferece sua casa de verão, onde Elisabet (Ullmann) vai, acompanhada de uma enfermeira, Alma (Andersson). No início, Alma parece ser uma pessoa normal (coitada) e em um determinado momento, sozinha, diz que vai se casar com seu namorado e ter filhos e esse é seu futuro, para o qual diz sim, como deve-se dizer sempre em situações de normalidade (depois não entendem porque a anormalidade sorri), mas, a partir da relação com Elisabet, do silêncio da outra e das conversas que passa a estabelecer com esta, monólogos não inteiramente solitários, pois Elisabet conversa com ela (não precisamos de palavras para isso), Alma começa a se sentir incomodada com sua "persona" e fala de seu passado e como talvez ela não seja o que sempre pareceu ser, ou no que realmente ela é, se é possível isso, pois como ela demonstra a Elisabet, não é plausível esta mudez perpétua diante da vida, pois no final sempre temos que assumir um papel, seja em quais circunstâncias ou sobre quais pressupostos se apresente a necessidade e os parâmetros para a construção dessa identidade. Isso se mostra quando Alma irritada, ameaça jogar água fervente em Elisabet e essa, por instinto de sobrevivência, grita. Pelo simples fato de ter instinto, pois é humano, o homem passa a agir no mundo e ao agir passa a se apresentar de uma determinada forma, e essa maneira de ser nunca é indiferente ao efeito que queremos provocar no outro ou ao que supomos/aprendemos que o outro, culturalme, espera de nós. Elisabet também tem um passado, revelado por Alma, que vai além de um simples grito e mostra a impossibilidade de "ser", ser verdadeira (para si mesma, para com o que se acha que é), pois é insustentável o momento da não identificação com o não-eu, ele pode se repetir e isso leva ao caminho apontado por Bernard Berenson, e citada por Clarice: "Uma vida completa talvez seja aquela que termina em tal identificação com o não-eu que não resta um eu para morrer.". O momento do não-eu é difícil e insustentável, assim como a leveza de Milan Kundera, e ele é experimentado por Elisabet, GH e Alma (esta a partir de Elisabet), mas as três se despedem, no final, desse não-eu tão individual e íntimo, bem como agregador e comum, a ligação com o universo, inclusive, num plano mais próximo, a própria ligação entre Alma e Elisabet, em um momento, ambas, uma única pessoa. E restam Alma, Elisabet e GH, talvez todas com a esperança da leveza, mas tragicamente fadadas ao peso de ter de ser alguém, e aí já se ser outra coisa ou outro alguém.
Outro ponto interessante, e não ligado a Clarice propriamente (não pelo fato de não ser Clarice experimental, ao contrário, Clarice experimentou em todos os sentidos, até no que se convencionou chamar experimentalismo, mas pela forma como Bergman foi experimental), foi, repito o parêntese, seu experimentalismo. Diferente de filmes como "Morangos Silvestres" ou "Cenas de um Casamento", Bergman faz uso de imagens aparentemente descontextualizadas e sem uma razão de ser, mas que depois vemos sua ligação, como por exemplo, a imagem da criança, parecidíssima com Andersson, contemplando a imagem triplicada do rosto de Ullmann. E essa desorganização inicial será a mesma das personagens. Organização ou desorganização, escolham.
Por fim, não só essas imagens como as demais, são belíssimas, e as atuações, Ullmann calada, fantásticas. Já Bergman, nem preciso falar.......nem sobre Clarice, que não entrou de gaiata na história.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Elza Soares em Recife

Elza Soares vai se apresentar no dia 11/01 no teatro da UFPE, através do projeto "MPB Petrobras". Ela apresentará seu mais novo show "Beba-me", o mesmo que ela lançou em DVD recentemente, aliás o primeiro DVD dela.

O show custa R$ 14,00 inteira R$ 7,00 meia (como é bom ser estudante ad perpetuum).

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"Morena dos Olhos d'água"

"Morena dos Olhos d'água"
(Chico Buarque)

Morena, dos olhos d'água,
Tira os seus olhos do mar.
Vem ver que a vida ainda vale
O sorriso que eu tenho
Pra te dar.

Descansa um meu pobre peito
Que jamais enfrenta o mar,
Mas que tem abraço estreito, morena,
Com jeito de te agradar.
Vem ouvir lindas histórias
Que por teu amor sonhei.
Vem saber quantas vitórias, morena,
Por mares que só eu sei.

O teu homem foi-se embora,
Prometendo voltar já.
Mas as ondas não tem hora, morena,
De partir ou de voltar.
Passa a vela e vai-se embora
Passa o tempo e vai também.
Mas meu canto ainda te implora, morena,
Agora, morena, vem.